Postagens

Mostrando postagens de julho, 2009

A FRANCO MAÇONARIA DE 1789 A 1898

A FRANCO MAÇONARIA DE 1789 A 1898 HISTÓRICO Seguimos a história do Grande Oriente e do Rito Templário até 1789; continuemo-la até nossos dias. a) Grande Oriente – O Grande Oriente possui a tradição mais ou menos integral dos três primeiros graus e após 1786, detém igualmente a tradição dos graus templários e de outros graus formando a Maçonaria de perfeição com 25 graus, analisada a seguir. Um grande colégio de ritos foi encarregado de conservar essa tradição que permitia realizar os maçons saídos do Grande Oriente com os do resto do universo. Em 1804, um acordo foi estabelecido, durante alguns meses, que concedia ao Grande Oriente o poder de conferir os graus 31, 32, 33 por intermédio do Rito Escocês, do qual falaremos adiante. Mas sob pretexto de livrar a Franco-Maçonaria das superstições e dos erros do passado, os membros do Grande Oriente, instigados pelos deputados das Lojas do interior, cada qual mais ignorante do valor dos símbolos, transformaram ao gosto da multidão eleitoral o...

O RITO TEMPLÁRIO E O ESCOCISMO

O RITO TEMPLÁRIO E O ESCOCISMO A Franco-Maçonaria, como vimos, foi estabelecida na Inglaterra por membros da Fraternidade dos Rosa-Cruzes, desejosos de constituir um centro de propaganda e recrutamento para sua ordem. A Franco-Maçonaria Inglesa possuía somente três graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Em razão disso, a Franco-Maçonaria Francesa e o Grande Oriente, seu ramo principal, eram formados por membros possuidores apenas dos três primeiros graus. Mas, logo determinados homens pretenderam ter recebido uma iniciação superior, de acorde com os mistérios da fraternidade dos Rosa-Cruzes. Os ritos criaram-se concedendo graus superiores ao grau de Mestre, chamados altos graus. O espírito dos ritos dos graus superiores, assim criados, era naturalmente diferente daquele da maçonaria propriamente dita. Foi assim que RAMSAY instituiu o Sistema Escocês, cuja base era política e cujo ensinamento tendia a fazer de cada irmão um vingador da Ordem do Templo . Eis porque demos o nome de Rito T...

A ENCICLOPÉDIA

A ENCICLOPÉDIA Dissemos que os fatos sobre os quais os historiadores baseiam-se foram, na maioria dos casos, conseqüência de ações ocultas. Ora, pensamos que a revolução não seria possível se esforços consideráveis não tivessem sido feitos precedentemente, para orientar em um novo caminho a intelectualidade da França. É agindo sobre os espíritos cultivados, criadores da opinião, que se prepara a revolução social. Iremos encontrar, agora, uma prova decisiva sobre esse fato. Em 25 de junho de 1740, o Duque D’Antin, Grão-Mestre da Franco-Maçonaria da França, pronunciou um importante discurso no qual anunciou o grande projeto em curso, como demonstra a seguinte citação: “Todos os Grão-Mestres da Alemanha, Inglaterra, Itália e de outros lugares, exortam todos os sábios e artesãos da confraternidade a se unirem para fornecer os materiais de um dicionário universal das artes liberais e das ciências úteis, exceto teologia e política. Já se começou a obra em Londres; e pela reunião de nossos co...

A FRANCO-MAÇONARIA DESDE SUA CRIAÇÃO ATÉ 1789

A FRANCO-MAÇONARIA DESDE SUA CRIAÇÃO ATÉ 1789 2.1 – O GRANDE ORIENTE E SUAS ORIGENS O Grande Oriente da França nasceu de uma insurreição de alguns de seus membros contra as constituições e a hierarquia tradicionais da Franco-Maçonaria. Algumas linhas de explicação são aqui necessárias. A Franco-Maçonaria foi fundada na Inglaterra por homens que faziam parte de uma das potentes fraternidades secretas do Ocidente: a Confraria dos Rosa-Cruzes. Esses homens, sobretudo Ashmole, tiveram a idéia de criar um centro de propaganda onde pudessem formar, sem que se soubesse abertamente, membros instruídos para a Rosa- Cruz. Assim, as primeiras lojas maçônicas foram mistas e compostas por obreiros reais e por obreiros da inteligência (livres maçons). Os primeiros trabalhos de Ashomole datam de 1646; mas foi somente em 1717 que a Grande Loja de Londres foi constituída. Foi essa Loja quem forneceu as cartas regulares às Lojas francesas de Dunkerque (1721), Paris (1725), Bordeaux (1732) etc... As loja...

MARTINISMO E FRANCO-MAÇONARIA

MARTINISMO E FRANCO-MAÇONARIA Os escritores que se ocuparam do Martinismo, sobre tudo os clérigos, confundiram muitas vezes com uma má fé voluntária o Martinismo com a Franco-Maçonaria. O Martinismo, não exigindo nenhum juramento de obediência passiva de seus membros e não lhes impondo nenhum dogma (muito menos o dogma materialista ou clerical) deixalhes inteiramente livres em suas ações; ele é independente da Franco-Maçonaria como ordem, tal como é praticada atualmente na França. Como toda a ordem de iluminados, o Martinismo dá acesso, em algumas reuniões, a Franco-Maçons instruídos (sobretudo a membros do Rito Escocês) quando possuem pelo menos o grau 18 (Rosa-Cruz); mas essas relações limitam-se a uma simples questão de delicadeza. Os Martinistas contemporâneos não agem de maneira diversa nas mesmas circunstâncias, como agiram seus antepassados dos Conventos de Gaules e de Wilhemsbadt. Portando o nome cabalístico do Cristo e o reconhecimento do Verbo Criador na mente, em todos os se...